A desratização em estabelecimento de saúde protocolos específicos é uma exigência técnica e legal que envolve normas da ANVISA, escolha correta de produtos e definição clara de responsabilidades dentro da gestão hospitalar ou clínica. Se você administra uma unidade de saúde, esse é o tipo de assunto que não dá pra empurrar com a barriga, e vou te explicar exatamente por quê ao longo deste guia.
Você já parou pra pensar no que acontece quando um rato aparece no corredor de um hospital, bem na frente de um paciente ou de um fiscal da vigilância sanitária? Pois é. A cena é feia, mas o problema vai muito além da aparência. Em ambientes de saúde, a presença de roedores representa risco real de contaminação, interdição do estabelecimento e, o que é pior, risco direto à vida de pacientes que já estão fragilizados. É por isso que a desratização nesses locais segue regras muito mais rígidas do que em uma casa comum ou até em um restaurante.
Neste artigo, vamos destrinchar cada parte desse processo. Vamos falar dos protocolos técnicos que a legislação exige, dos produtos que podem e dos que não podem ser usados dentro de um ambiente hospitalar, e vamos deixar bem claro quem, dentro da gestão do estabelecimento, responde legalmente caso algo dê errado. A ideia aqui é simples, que você termine a leitura sabendo exatamente o que fazer e o que exigir de qualquer empresa contratada para esse serviço.
O Que é Desratização em Estabelecimento de Saúde e Por Que Ela é Diferente
Antes de entrar nos detalhes técnicos, vale entender por que esse tema merece um capítulo próprio dentro do universo do controle de pragas urbanas. A desratização em estabelecimento de saúde protocolos específicos não é apenas colocar veneno em um canto escondido e esperar o problema resolver sozinho. Ela é parte de um sistema mais amplo chamado manejo integrado de pragas, e em ambientes de saúde esse sistema ganha camadas extras de exigência que você não vê em outros tipos de negócio.
Pensa comigo. Um hospital, uma clínica ou um posto de saúde lida diariamente com feridas abertas, medicamentos, alimentos para pacientes internados e materiais estéreis. Qualquer contato de um roedor com esses itens compromete a segurança de quem está ali para se tratar, não para adoecer mais. Por isso a gestão de pragas dentro de hospitais segue um roteiro técnico próprio, com etapas de diagnóstico, aplicação e monitoramento muito mais frequentes.
Diferença Entre Desratização Comum e Desratização Hospitalar
A desratização feita numa residência costuma ser pontual. Chama-se a empresa, aplica-se o produto, resolve o problema e pronto, o contrato às vezes nem é recorrente. Já em um estabelecimento de saúde, esse serviço precisa ser contínuo, documentado e alinhado a um plano de manejo integrado de pragas, com inspeções programadas e registros formais que ficam disponíveis para qualquer fiscalização.
Outro ponto de diferença enorme está na escolha dos produtos. Enquanto em uma casa comum praticamente qualquer raticida registrado na ANVISA pode ser usado, dentro de um hospital existem restrições adicionais sobre onde e como aplicar, principalmente perto de áreas críticas como centro cirúrgico, UTI e farmácia hospitalar. Isso é o que torna esse tema tão específico e, ao mesmo tempo, tão negligenciado por muita gente que administra esses locais.
Quem Precisa Seguir Esses Protocolos
Todo estabelecimento que presta assistência à saúde entra nessa exigência. Isso inclui hospitais de grande porte, clínicas menores, laboratórios de análise, postos de saúde pública, clínicas geriátricas e até consultórios que fazem procedimentos invasivos. A lógica por trás disso é simples, quanto maior o risco de contaminação cruzada, mais rígido é o protocolo esperado pela vigilância sanitária.
Vale destacar que isso vale tanto para a rede pública quanto para a privada. Não existe essa história de “meu posto é pequeno, não precisa”. O tamanho do estabelecimento pode até influenciar a frequência exigida, mas a obrigatoriedade em si é a mesma.
Legislação e Normas da ANVISA Aplicadas ao Controle de Roedores em Saúde
Aqui é onde muita gestão de estabelecimento de saúde tropeça, porque a legislação sobre esse tema não está resumida em uma única lei fácil de achar. Ela está espalhada em resoluções técnicas específicas, e conhecer cada uma delas é o que separa uma gestão despreparada de uma gestão realmente em conformidade.
A principal referência que orienta esse processo é a RDC 52 da ANVISA, que trata especificamente sobre o funcionamento de empresas especializadas em controle de pragas urbanas. Ela define, entre outras coisas, quais produtos podem ser comercializados e aplicados, e que tipo de comprovação técnica a empresa contratada precisa apresentar.
RDC 20/2010 e a Relação com Saneantes Usados no Controle de Pragas
A RDC 20 de 2010 trata da classificação e do registro de produtos saneantes, categoria que inclui muitos dos produtos usados no controle de roedores. Essa norma existe desde 2010 e sofreu atualizações ao longo dos anos, então é importante que o gestor do estabelecimento de saúde sempre confira se a empresa contratada está usando produtos com registro vigente, e não produtos genéricos sem procedência.
Um erro comum, e isso eu vejo acontecer com uma frequência que incomoda, é achar que qualquer raticida vendido em loja de produtos agropecuários serve para uso institucional. Não serve. O produto precisa ter registro específico para uso em ambiente de saúde, com bula técnica detalhada sobre toxicidade, forma de aplicação e período de carência.
RDC 59/2010 e a Fiscalização de Empresas Terceirizadas
Já a RDC 59 de 2010 trata de boas práticas em empresas prestadoras de serviço de controle de pragas. Ela exige, entre outros pontos, que a empresa tenha um responsável técnico habilitado, que existam procedimentos operacionais padronizados registrados, e que haja rastreabilidade sobre os produtos usados em cada aplicação.
Isso significa, na prática, que se você contrata uma empresa para fazer a desratização do seu hospital ou clínica, ela precisa te apresentar não só o contrato de prestação de serviço, mas também a documentação de responsável técnico habilitado e o registro atualizado junto à vigilância sanitária local.
Produtos Permitidos para Desratização em Ambientes de Saúde
Esse é provavelmente o ponto que mais gera dúvida entre gestores de hospitais, clínicas e postos de saúde. Afinal, nem todo raticida que existe no mercado pode circular livremente dentro de um ambiente onde existem pacientes internados, recém-nascidos, idosos ou pessoas imunocomprometidas. A escolha do produto certo é, sem exagero nenhum, uma das decisões mais delicadas dentro desse processo todo.
De forma geral, os produtos usados em desratização em estabelecimento de saúde protocolos específicos precisam ter registro na ANVISA como saneante desinfetante com finalidade de controle de pragas, e precisam ser aplicados por profissional habilitado, nunca por conta própria da equipe de limpeza ou manutenção do local. Isso parece óbvio, mas é surpreendente a quantidade de estabelecimentos que ainda tenta resolver esse tipo de problema de forma amadora.
Raticidas Anticoagulantes e Seu Uso Controlado
A maioria dos produtos usados profissionalmente nesse tipo de ambiente são raticidas anticoagulantes, que agem impedindo a coagulação sanguínea do roedor, causando morte em alguns dias. Existem gerações diferentes desse tipo de produto, e a escolha entre elas depende do nível de infestação e da resistência que a população local de roedores já desenvolveu.
Vale saber que já existem relatos documentados de resistência de roedores a determinados princípios ativos, o que reforça por que a escolha do produto não pode ser genérica. Uma empresa que atua há anos no setor de saúde geralmente já sabe qual formulação costuma funcionar melhor para cada tipo de ambiente e de infestação.
Formas de Apresentação: Blocos Parafinados, Pasta e Pellets
Dentro de ambientes de saúde, a forma física do produto também importa muito. Blocos parafinados são bastante usados porque resistem melhor à umidade, o que é comum em áreas como cozinha hospitalar, lavanderia e subsolo técnico. Já formulações em pasta costumam ter maior palatabilidade, sendo úteis em locais onde a infestação já está mais resistente ao consumo da isca tradicional.
O importante aqui é que, independente da apresentação escolhida, o produto precisa estar dentro de estações porta-iscas fechadas e sinalizadas, nunca espalhado solto pelo ambiente. Isso não é só uma boa prática, é exigência formal dentro dos protocolos de biossegurança que qualquer estabelecimento de saúde deve seguir.
Produtos Proibidos ou Não Recomendados em Ambiente Hospitalar
Alguns produtos, mesmo registrados para uso geral em controle de pragas urbanas, não são recomendados dentro de hospitais por conta do risco de exposição acidental. É o caso de formulações em pó de contato aplicadas de forma aberta, que podem se dispersar no ar ou contaminar superfícies de contato direto com pacientes.
Fosfina e outros produtos de fumigação, por exemplo, são praticamente inviáveis dentro de um hospital em funcionamento, já que exigem isolamento total da área durante e após a aplicação, o que é impossível em um ambiente que não pode parar de funcionar. Esse tipo de produto é mais indicado para situações específicas de fumigação em ambientes fechados e vazios, o que raramente é o caso de uma unidade de saúde ativa.
Protocolos de Aplicação Passo a Passo Dentro do Estabelecimento
Agora que já ficou claro quais produtos são indicados, chegou a hora de entender como o processo de aplicação realmente acontece na prática. E aqui eu preciso ser bem direto com você, gestor ou gestora que está lendo isso: se a empresa contratada não segue um protocolo estruturado, isso já é sinal de alerta grande.
Um protocolo técnico completo de controle de roedores em ambiente de saúde geralmente segue quatro etapas centrais, e vou detalhar cada uma delas.
Diagnóstico e Vistoria Inicial
Tudo começa com uma vistoria minuciosa do estabelecimento inteiro, incluindo áreas externas, subsolo, forro, tubulações e pontos de entrada possíveis. Esse levantamento inicial resulta em um laudo técnico que documenta o nível de infestação, os pontos críticos identificados e o plano de ação proposto. Esse documento não é burocracia por burocracia, ele é a base de defesa do estabelecimento caso haja fiscalização.
Definição dos Pontos de Instalação das Estações Porta-Iscas
Com o diagnóstico em mãos, o técnico responsável define onde cada estação porta-isca será instalada. Esses pontos seguem uma lógica técnica baseada em rotas de deslocamento de roedores, geralmente próximos a rodapés, tubulações e áreas externas, sempre mantendo distância segura de áreas de preparo de alimentos, farmácia e setores de internação direta.
Aplicação Propriamente Dita e Sinalização de Segurança
Durante a aplicação, cada estação recebe identificação numerada, e um mapa de localização é entregue à gestão do estabelecimento. Isso permite rastrear exatamente onde cada isca está e facilita muito o monitoramento nas visitas seguintes. Além disso, a equipe técnica deve usar os equipamentos de proteção adequados, e aqui vale reforçar a importância do uso correto de EPI na aplicação de saneantes, que protege tanto o aplicador quanto reduz risco de contaminação cruzada no ambiente.
Monitoramento e Revisitas Programadas
Diferente do que muita gente pensa, o serviço não termina na aplicação. Um protocolo sério de desratização em ambiente de saúde prevê revisitas programadas, geralmente mensais, para verificar consumo de isca, reposição quando necessário e ajuste de estratégia se a infestação persistir. Esse ciclo de monitoramento é o que garante resultado de longo prazo, e não apenas uma solução paliativa que resolve por algumas semanas e depois volta ao mesmo problema.
Áreas Críticas Dentro do Estabelecimento de Saúde e Cuidados Redobrados
Nem todo espaço dentro de um hospital ou clínica pode ser tratado da mesma forma. Existem setores que exigem uma camada extra de cuidado, e ignorar essa diferenciação é um dos erros técnicos mais comuns que vejo em auditorias e vistorias.
Centro Cirúrgico, UTI e Áreas de Isolamento
Essas são, sem dúvida, as áreas mais sensíveis de qualquer estabelecimento de saúde. Nelas, praticamente não se usa aplicação direta de produto químico, e a estratégia se concentra em barreiras físicas, vedação de frestas e monitoramento constante através de estações de detecção sem uso de veneno ativo na própria sala.
Cozinha Hospitalar e Áreas de Preparo de Alimentos
A cozinha de um hospital segue lógica parecida com a de qualquer cozinha industrial, mas com exigências ainda mais rígidas de rastreabilidade, já que a comida preparada ali vai direto para pacientes em recuperação, muitas vezes com sistema imunológico debilitado. Aqui, o uso de estações porta-iscas fechadas e o distanciamento de áreas de manipulação de alimentos são inegociáveis.
Responsabilidade da Gestão do Estabelecimento de Saúde
Esse é o ponto que, na minha experiência, mais pega gestor desavisado. Muita gente acha que, ao contratar uma empresa terceirizada para o controle de roedores, toda a responsabilidade legal passa automaticamente para essa empresa. Não é bem assim, e vale entender por quê.
A gestão do estabelecimento de saúde responde solidariamente por qualquer falha relacionada à presença de pragas dentro do ambiente, mesmo quando existe contrato com empresa terceirizada. Isso significa que, na prática, se a vigilância sanitária encontrar sinais de infestação durante uma fiscalização, quem responde primeiro é o responsável legal do estabelecimento, não a empresa de dedetização.
Diferença Entre Responsabilidade Contratual e Responsabilidade Sanitária
A responsabilidade contratual é aquela que existe entre o estabelecimento e a empresa prestadora de serviço, regida pelo contrato assinado entre as partes. Já a responsabilidade sanitária é perante o órgão fiscalizador, e essa não se transfere só porque existe um contrato terceirizado. O gestor do hospital ou clínica precisa entender essa diferença, porque ela muda completamente a forma como ele deve acompanhar o trabalho da empresa contratada.
Isso quer dizer, na prática, que não basta assinar contrato e esquecer o assunto. O gestor precisa exigir relatórios periódicos, acompanhar o cronograma de visitas e manter cópia de toda documentação técnica dentro do próprio estabelecimento, pronta para apresentação em caso de fiscalização.
O Papel do Responsável Técnico da Empresa Contratada
Toda empresa séria de controle de pragas urbanas deve ter um responsável técnico habilitado, geralmente um profissional com formação em biologia, engenharia ambiental ou área correlata, devidamente registrado em conselho de classe. Antes de fechar contrato, é papel do gestor do estabelecimento pedir para ver essa documentação. Parece detalhe pequeno, mas é justamente esse tipo de verificação que separa uma contratação segura de um problema futuro.
Consequências Legais em Caso de Não Conformidade
Quando um estabelecimento de saúde é flagrado sem controle adequado de pragas, as consequências vão desde advertência formal até interdição parcial ou total do funcionamento, dependendo da gravidade da situação encontrada. Em casos mais graves, com comprovação de contaminação relacionada à presença de roedores, a responsabilidade pode se estender à esfera cível e até criminal, principalmente se houver dano comprovado à saúde de pacientes.
Documentação Obrigatória e Frequência de Aplicação
Manter a papelada em ordem não é luxo, é proteção. E aqui vou detalhar exatamente quais documentos um estabelecimento de saúde precisa ter arquivados e disponíveis a qualquer momento.
Quais Documentos Precisam Estar Sempre Disponíveis
A lista básica de documentação inclui contrato de prestação de serviço vigente, laudo técnico atualizado, ficha de segurança dos produtos utilizados, comprovante de registro da empresa na vigilância sanitária local e comprovação de responsável técnico habilitado. Sem esses documentos, mesmo que o serviço esteja sendo feito corretamente na prática, o estabelecimento fica vulnerável em qualquer fiscalização.
Qual a Frequência Ideal de Aplicação em Ambientes de Saúde
Diferente de uma residência, onde a dedetização pode ser feita a cada seis meses ou até anualmente, ambientes de saúde geralmente exigem visitas mensais de monitoramento, com reforço imediato caso qualquer sinal de infestação seja identificado entre uma visita e outra. Essa frequência maior se justifica pelo risco elevado que esses ambientes representam, e qualquer proposta de contrato com frequência muito menor do que essa deve ser vista com desconfiança.
Para deixar isso mais claro, montei uma tabela comparativa de frequência recomendada por tipo de ambiente:
| Tipo de Ambiente | Frequência Recomendada | Nível de Exigência Documental |
| Hospital de grande porte | Mensal, com monitoramento contínuo | Alto, com laudo e relatório mensal |
| Clínica de médio porte | Mensal a bimestral | Alto, com laudo trimestral mínimo |
| Posto de saúde pública | Bimestral | Médio, com laudo semestral |
| Clínica geriátrica ou asilo | Mensal | Alto, dado o público vulnerável |
| Laboratório de análises clínicas | Mensal | Alto, por risco de contaminação de amostras |
Como Validar se a Empresa Contratada Está Realmente em Conformidade
Uma forma simples de verificar isso é solicitar o histórico completo de visitas dos últimos seis meses e comparar com o que está previsto em contrato. Se houver visitas puladas sem justificativa, ou se os relatórios forem genéricos demais, sem menção a pontos específicos verificados, isso é sinal de que o serviço pode não estar sendo prestado com o rigor necessário.
Diferença Entre Manejo Integrado de Pragas e Desratização Isolada
Um conceito que ajuda muito a entender esse tema é a diferença entre fazer uma desratização pontual e implementar um verdadeiro manejo integrado de pragas. Vou explicar essa diferença porque ela muda completamente o resultado a longo prazo.
O Que Caracteriza o Manejo Integrado de Pragas
O manejo integrado combina controle químico, controle físico (vedação de frestas e entradas), controle ambiental (eliminação de fontes de alimento e água acessíveis a roedores) e monitoramento contínuo. Isso é bem diferente de simplesmente colocar iscas uma vez e esperar o problema sumir.
Por Que Ambientes de Saúde Precisam Necessariamente do Modelo Integrado
Dado o nível de exigência regulatória e o risco envolvido, nenhum estabelecimento de saúde sério deveria aceitar um serviço que não seja baseado nesse modelo integrado. É justamente esse tipo de abordagem completa que a gestão integrada de pragas em estabelecimentos regulados exige, e que deveria ser padrão mínimo de contratação.
Perguntas Frequentes Sobre Desratização em Estabelecimento de Saúde
Reuni aqui as dúvidas mais comuns que gestores de estabelecimentos de saúde costumam ter sobre esse tema, no formato direto de pergunta e resposta.
Quem é responsável pela desratização em um hospital?
A responsabilidade principal é do gestor legal do estabelecimento, mesmo quando o serviço é terceirizado. A empresa contratada responde tecnicamente pela execução, mas a responsabilidade sanitária perante os órgãos fiscalizadores permanece com a administração do local.
Com que frequência deve ser feita a desratização em ambiente hospitalar?
O recomendado é monitoramento mensal contínuo, com reforço imediato sempre que houver qualquer sinal de infestação identificado fora do cronograma normal de visitas.
Quais produtos são proibidos em hospitais?
Produtos de aplicação aberta, como pós de contato dispersos e fumigantes como fosfina, não são recomendados em ambientes hospitalares em funcionamento, por conta do risco de exposição de pacientes e equipe.
É obrigatório ter laudo técnico de controle de pragas?
Sim, o laudo técnico é documento obrigatório e deve estar sempre disponível para apresentação em fiscalizações da vigilância sanitária.
A empresa de dedetização precisa ter responsável técnico?
Sim, toda empresa que presta esse tipo de serviço deve ter um responsável técnico habilitado e devidamente registrado em conselho de classe.
Pode aplicar raticida perto do centro cirúrgico?
Não é recomendado. Áreas críticas como centro cirúrgico e UTI devem priorizar barreiras físicas e monitoramento sem uso de produto químico ativo dentro do próprio ambiente.
O que acontece se um hospital for flagrado com infestação de ratos?
As consequências vão desde advertência até interdição parcial ou total, podendo envolver responsabilização cível e criminal em casos graves com dano comprovado à saúde de pacientes.
Qual a diferença entre desratização comum e hospitalar?
A desratização hospitalar exige documentação formal contínua, frequência maior de monitoramento e restrições adicionais de aplicação em áreas críticas, o que não costuma existir em ambientes residenciais.
Quem fiscaliza esse tipo de serviço dentro dos estabelecimentos de saúde?
A fiscalização é feita pela vigilância sanitária municipal e estadual, que pode realizar visitas surpresa a qualquer momento.
Como escolher uma empresa confiável para esse serviço?
Verifique se ela possui responsável técnico habilitado, registro atualizado na vigilância sanitária, e se apresenta laudos técnicos detalhados e não apenas relatórios genéricos.
Desratização em Estabelecimento de Saúde Protocolos Específicos: Como Garantir Conformidade Contínua
Chegamos ao ponto em que vale reunir tudo o que foi explicado e transformar em ação prática dentro da sua rotina de gestão. A desratização em estabelecimento de saúde protocolos específicos não é um projeto que se resolve uma vez e depois é esquecido na gaveta. Ela precisa virar parte do funcionamento normal do estabelecimento, tão rotineira quanto a manutenção dos equipamentos médicos ou o controle de estoque de medicamentos.
Se você chegou até aqui, já entendeu que esse tema envolve legislação específica da ANVISA, escolha criteriosa de produtos, protocolos técnicos bem definidos e uma responsabilidade de gestão que não desaparece só porque existe contrato terceirizado. E é exatamente essa visão de conjunto que faz a diferença entre um estabelecimento que passa tranquilo por qualquer fiscalização e outro que vive apagando incêndio.
Checklist Rápido Para Auditoria Interna
Uma boa prática, e eu recomendo isso a qualquer gestor de saúde, é montar uma rotina trimestral de auditoria interna. Verifique se o laudo técnico está atualizado, se a empresa contratada tem licença sanitária válida, se as visitas mensais estão realmente acontecendo conforme o contrato, e se existe algum ponto crítico do estabelecimento que ainda não recebeu atenção adequada.
Vale reforçar também a importância de revisar o procedimento operacional padrão de controle de vetores do seu estabelecimento, comparando com o que está sendo efetivamente aplicado no dia a dia. Muita gestão descobre, ao fazer essa comparação, que existe uma distância grande entre o que está no papel e o que realmente acontece na prática.
O Papel da Cultura Institucional na Prevenção
Por fim, um ponto que costuma ser esquecido, a prevenção eficaz depende também da cultura institucional. De nada adianta ter o melhor contrato de controle de pragas se a equipe de limpeza deixa lixo acumulado, se a cozinha não segue boas práticas de armazenamento de alimentos, ou se pontos de entrada identificados no laudo técnico nunca são efetivamente vedados pela manutenção predial. A desratização em estabelecimento de saúde protocolos específicos funciona de verdade quando todo mundo dentro do estabelecimento entende seu papel nesse processo, do gestor ao profissional de limpeza.
Conclusão
Gerenciar o controle de roedores dentro de um ambiente de saúde é uma responsabilidade que exige atenção constante, conhecimento técnico e, principalmente, a escolha certa de parceiros para executar esse trabalho. Você viu ao longo deste guia que existe legislação específica a seguir, produtos que precisam ser escolhidos com critério, protocolos que precisam ser respeitados etapa por etapa, e uma responsabilidade de gestão que não pode ser terceirizada por completo.
Agora que você já sabe exatamente o que exigir e como verificar se o serviço contratado está dentro das normas, o próximo passo é colocar isso em prática. Revise hoje mesmo a documentação do seu estabelecimento, confira se a empresa contratada atende a todos os critérios técnicos apresentados aqui, e não deixe esse assunto para depois. A saúde de quem passa pelo seu estabelecimento depende diretamente dessas decisões.
Conteúdo atualizado em 11 de julho de 2026. As informações técnicas deste artigo foram elaboradas com base nas Resoluções da Diretoria Colegiada (RDC) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, incluindo RDC 52, RDC 20/2010 e RDC 59/2010, além de diretrizes gerais de vigilância sanitária municipal e estadual sobre controle integrado de vetores e pragas urbanas em estabelecimentos de saúde. Este conteúdo tem caráter informativo e educacional, não substituindo a consulta a profissionais habilitados nem a verificação direta junto aos órgãos reguladores locais para casos específicos. Recomenda-se sempre confirmar a legislação vigente no momento da aplicação prática, já que normas sanitárias podem passar por atualizações. Acesse também: Desratização Urbana Municipal: Como Estruturar o Programa da Prefeitura com Indicadores de Resultado Eficazes
Sobre o autor
Cleber Machado é engenheiro químico com 20 anos de experiência em controle de pragas urbanas e vetores, certificado pela ANVISA e especialista em Manejo Integrado de Pragas (MIP). Durante 12 anos, integrou a equipe da Terminix, fundada em 1927 nos EUA e referência global no setor, atuando em dezenas de países, onde aprofundou sua formação nos mais altos padrões internacionais de qualidade, segurança e metodologia técnica. Fundador do portal Mundo das Pragas, dedica sua carreira a levar informação técnica, confiável e acessível a consumidores e profissionais do setor. Se você precisa de uma dedetização segura e eficaz, solicite agora um orçamento com quem realmente entende do assunto.
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